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África Austral registou resultados relativamente bons em relação à implementação dos compromissos
do género traçados pela Plataforma de Beijing para a Acção e a sua Declaração, e a Declaração da SADC
sobre o Género e o Desenvolvimento (1997) e a sua Adenda (1998). Entretanto, muito ainda necessita
de ser feito para que se possa responder inteiramente às áreas críticas de preocupação e aos grupos alvo
especiais tais como a mulher rural, mulher deficiente e a rapariga, tidas como as mais pobres dos pobres.
A SADC enfrenta crescentes níveis de pobreza, aumento de incidentes da violência contra a mulher e
raparigas, e imensos desafios do HIV e SIDA. Acrescido a isso, são as emergentes crises tais como o tráfico
de mulheres e crianças que constituem ameaças aos ganhos sociais, económicos e políticos obtidos pela
região durante anos.
A SADC está comprometida a alcançar o desenvolvimento sustentável e crescimento económico, aliviar
a pobreza, melhorar o padrão e a qualidade de vida dos povos da África Austral e apoiar os socialmente em
desvantagem, através da integração regional. Este objectivo só pode ser alcançado respondendo-se aos
numerosos desafios que a região enfrenta, incluindo o combate ao HIV e SIDA, e empoderando as
estratégias de erradicação da pobreza, e introduzindo as questões do género nos processos de edificação
da comunidade. Não há dúvida que as medidas de políticas incentivadoras estabelecidas pela SADC
constituem uma grande oportunidade para a realização dos objectivos que se pretendem alcançar quanto
à igualdade e equidade do género. O Plano de Acção do Género da SADC (1999) foi revisto para reflectir as
prioridades identificadas no Plano Indicativo Estratégico de Desenvolvimento Regional (RISDP). |