|
Apartir do momento em que a análise do progresso humano deixou de se circunscrever exclusivamente ao crescimento económico, passando a incorporar dimensões que enriquecem plenamente a vida de todas pessoas a humanidade começou a ganhar consciência da magnitude dos obstáculos que, não obstante os avanços espectaculares do Século XX, ainda tinha que remover para alcançar um desenvolvimento pleno, assim como das transformações sociais necessárias para vencer esse desafio. Não é por acaso que a desigualdade nas condições de vida entre as mulheres e os homens figura no topo da agenda de desenvolvimento contemporâneo.
A marginalização das mulheres em todas as esferas da vida, não obstante elas serem a maioria da população do planeta, é um embaraço para a humanidade, e é a prova mais eloquente de quão fútil é o argumento de que o desenvolvimento assente no crescimento económico e no avanço tecnológico eventualmente beneficia todas as pessoas de forma igual. (PNUD 1995)
A grande incógnita é como garantir que o desempenho positivo da economia, tendo como força motriz os avanços tecnológicos, se traduza no alargamento do leque de escolhas de todas as pessoas duma nação numa base de igualdade. Esta é uma pergunta aplicável a muitos países e Moçambique não é excepção.
|